"A história da IBM, muito bem contada no livro por Robert Slater, beira até mesmo a arrogância empresarial. A empresa tornou-se um sucesso de vendas na gestão do histórico Thomas Watson. Produziam os computadores da época e, praticamente, eram os únicos do mercado, que gostava de seus produtos(...)"
Título de capa: Salvando a IBM : lições e estretégias de Lou Gerstner, o homem que salvou a IBM
Autor: Robert Slater
Publicação: Makron Books, 2000
Descrição Física: 282 pg., tamanho médio
Do original: Saving Big Blue: IBM's Lou Gerstner
Estrutura do Texto: Permite leitura rápida e fácil compreensão.
O livro é iniciado com o episódio de 1997: a batalha entre o Deep Blue, supercomputador criado pela IBM, e Garry Kasparov, um dos melhores jogadores de xadrez do mundo. No resultado acumulado, a vitória foi do jogador virtual. No entanto, a vitória real era da IBM, que conseguia revitalizar a empresa com o notável episódio, a programação do supercomputador e suas repercussões.
A história da IBM, muito bem contada no livro por Robert Slater, beira até mesmo a arrogância empresarial. A empresa tornou-se um sucesso de vendas na gestão do histórico Thomas Watson. Produziam os computadores da época e, praticamente, eram os únicos do mercado, que gostava de seus produtos.
Com o sucesso, a empresa foi crescendo e inchando, tornou-se, claro, mais burocrática, e recusou-se a atualizar os seus produtos. Mas o mercado se atualizou. Com a chegada da Microsoft e, mais tarde, da Apple, a IBM estava afundando de vez por incompetência de gestão. Estava simplesmente parada vendo tudo acontecer.
O homem designado pelo conselho para mudar essa situação foi Louis V. Gerstner, Jr, ou Lou Gerstner, o cabeça da American Express na época. Também havia trabalhado na Nabisco, e era um especialista em “viradas de mesa”, ou em tirar as empresas do buraco.
Com a chegada de Gerstner, a cultura da empresa, um de seus grandes problemas, foi sendo lapidada aos poucos, bem como seus novos produtos e serviços, levando novamente a IBM ao sucesso de antigamente. A trajetória não foi fácil, e a narração de Slater é muito interessante. Conta até mesmo que Gerstner, num episódio também lembrado por Stanley Bing no livro O que faria Maquiavel, demitiu o próprio irmão, que trabalhava na Big Blue, mas não rendia muito.
Vale a pena conhecer a ótima história dessa gigantesca empresa, e lembrar que não só de sucessos vivem as gigantes. É preciso domá-lo a rédeas curtas. Quando a empresa sai do controle, o trabalho é muito maior tentando recolocá-la em seu lugar do que se fossem prevenidos os erros.
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